Comerciantes estão mais otimistas com o Dia das Mães


sexta-feira, 27 de abril de 2018

Comerciantes estão mais otimistas com o Dia das Mães

Os comerciantes de Belo Horizonte estão otimistas com o Dia das Mães deste ano. Na avaliação de 67,5% dos empresários ouvidos em pesquisa divulgada ontem , as vendas vão aumentar em relação a 2017. Somando aqueles que acreditam que o volume de negócio será igual ao do período anterior, o índice sobe para a 85,1%. Apenas 14,9% acreditam que a movimentação será menor, indicador que em 2017 estava em 33,3%. Os comerciantes esperam que o tíquete médio do presente seja de R$ 130,23, ou seja, 23,75% superior ao do ano passado. Como estratégia de divulgação de produtos e promoções, a maior parte citou que vai usar o WhatsApp.
 
De acordo com Marco Antônio Gaspar, o otimismo dos lojistas está amparado na melhora dos indicadores macroeconômicos, principalmente queda dos juros e inflação controlada. “Com esses fatores, sobra um pouco mais de dinheiro no bolso do consumidor e as pessoas podem optar por comprar presentes”, ponderou. Na última semana, a CDL-BH já havia divulgado projeção de aumento de 2,76% nas vendas do Dia das Mães deste ano em relação ao do ano passado, o que deve injetar R$ 2,16 bilhões no comércio.
 
Marco Antônio Gaspar ressalta que outro dado da pesquisa que mostra mais otimismo e confiança por parte do lojista é a intenção de investimento. O levantamento apontou que 56,7% revelaram que reforçaram os estoques para atender à demanda na data. No ano passado, esse índice ficou em 42,7%.
 
A região da Capital na qual os lojistas estão mais otimistas é a Pampulha, onde 82,4% acreditam que as vendas deste ano serão melhores. Em seguida estão Noroeste (70,6%); Venda Nova (70%); Centro-Sul (69,8%); Leste (65%); Norte (60%); Barreiro (58,8%); Oeste (58,3%) e Nordeste (54,5%).
 
E, para incrementar as vendas, os lojistas estão apostando em divulgação de produtos e promoções na internet: dos cinco meios de propaganda mais escolhidos, quatro são virtuais. Em primeiro lugar está o WhatsApp, citado por 22,4%. Os demais são o Facebook, com 18,7%; cartazes/faixas na vitrine, com 16,9%; Instagram, 13,5%; e site da empresa, com 13%. Para Marco Antônio Gaspar, o fato de a divulgação nas mídias sociais não gerar custos é primordial para essa escolha. “Até mesmo a panfletagem mais básica gera gastos. A divulgação nas redes sociais é toda gratuita”, ressaltou ele.
 
Entre as estratégias para alavancar vendas estão promoções, ofertas e liquidações (28,7%); divulgação de produtos (23,4%); decoração da loja (19,6%) e flexibilidade de pagamento (9,7%).
 
Apelo emocional - Considerada a segunda melhor data para o comércio, ficando atrás apenas do Natal, o Dia das Mães tem forte apelo emotivo, o que também impulsiona as vendas. Neste ano, a comemoração será em 13 de maio. E, na opinião dos lojistas, o item preferido na hora da escolha dos presentes devem ser as roupas. Dos entrevistados, 44% citaram essa mercadoria. Os outros produtos mais citados foram calçados e acessórios, 18,2%; cosméticos e perfumaria, 10,6%; joias e bijuterias, 5,3%.
 
Dos comerciantes ouvidos, a grande maioria (55,9%) acha que os consumidores comprarão um presente, enquanto 35,1% consideram que cada pessoa dará dois presentes. O valor do presente deve girar em torno de R$ 130,23, na avaliação dos entrevistados. Mas, a maior parte acredita que os gastos ficarão entre os R$ 50 e R$ 100, sendo essa a opinião de 58,8% dos ouvidos.
 
O tíquete médio aguardado, de R$ 130,23, terá incremento de 23,75% em relação a 2017, quando o valor citado foi de R$ 105,30. Os comerciantes que aguardam maiores gastos com os presentes são os da Pampulha, que acreditam que o tíquete médio ficará em R$ 217,19. Em seguida estão os do Centro-Sul (R$ 161,89); Leste (R$ 136,90); Venda Nova (R$ 129,76); Nordeste (R$ 106,82); Noroeste (R$ 105,30); Barreiro (R$ 101,47); Norte (R$ 100) e Oeste (R$ 79,17).
 
Quanto à forma de pagamento, a maioria dos empresários (57%) acredita que o consumidor optará pelo parcelamento no cartão de crédito. As outras formas de pagamento mais citadas foram cartão de débito (20,3%); à vista no cartão de crédito (9,7%) e à vista em dinheiro (5,1%). “Normalmente, a pesquisa com o consumidor mostra que ele vem privilegiando o pagamento à vista, ao contrário do que pensa o lojista”, pondera Gaspar.
 

Fonte: Diário do Comércio